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Usina tida como modelo para gestão petista do ABC é reprovada por secretaria

Xandu Alves
São José dos Campos Jornal O Vale

A Prefeitura de São José desistiu de implantar o projeto da URE (Unidade de Recuperação Energética) na cidade, que envolve processo de queima de lixo (termelétrica) para gerar energia.
Orçado em R$ 200 milhões, a URE era considerada pelo ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) a solução definitiva para o problema do lixo em São José. Instalado no bairro Torrão de Ouro, na zona sul, o atual aterro sanitário da cidade recebe 700 toneladas diárias de lixo e tem só mais 10 anos de vida útil.
Em outubro de 2012, Cury ‘congelou’ a usina alegando falta de tempo para implantá-la.
O projeto ficou em consulta pública até o final do ano, e deve permanecer na gaveta. O governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) não tem a intenção de construir a usina nos moldes da gestão tucana.
“A solução de queima de resíduos é opção extrema, que precisa ser analisada com o máximo cuidado”, afirmou Andréa Bevilacqua, secretária de Meio Ambiente, por nota. “Exige que, antes, todas outras etapas de melhoria de eficiência tenham sido cumpridas.”
Segundo ela, o governo vai estudar “tecnologias diferentes que ofereçam alternativas, inclusive para ampliar a sobrevida do aterro sanitário”. “Essa é uma área em que novas tecnologias evoluem rapidamente. A cidade precisa analisar as opções disponíveis”.

ABC. A decisão é oposta a de outra prefeitura do PT, a de São Bernardo do Campo, que implantará uma URE com um sistema considerado modelo.
Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), serão gastos até R$ 600 milhões para implantar um sistema de processamento e aproveitamento de resíduos, incluindo a URE, que entrará em operação até 2015.
A meta é queimar lixo e gerar 30 MW/H de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes.
Ex-secretário de Meio Ambiente de Cury, André Miragaia disse que, se a prefeitura desistir da URE, vai ter que encontrar uma alternativa, e rápido. “Senão, vai ser problema de planejamento.”

SAIBA MAIS

termelétrica
Elaborado no governo do ex-prefeito Eduardo Cury, a URE (Unidade de Recuperação Energética) prevê a geração de energia através da queima de lixo, em uma termelétrica

gaveta
O projeto acabou engavetado por Cury. O prefeito Carlinhos Almeida também não vai implantá-lo do jeito que está

tecnologias

O governo quer estudar novas tecnologias para o lixo, melhorar a eficiência da coleta e reciclagem e até ampliar a vida útil do aterro sanitário, de 10 anos

modelo
Em São Bernardo do Campo, também prefeitura do PT, a URE virou projeto modelo

 

One thought on “São José desiste de adotar Incinerador de lixo

  1. Ibrahim Tauil

    Comungo com a opinião da secretário de Meio Ambiente, Andréa Bevilacqua. Vou mais além. É necessário provar que a energia produzida com a queima do lixo é superior à energia que será gasta com a produção de novos produtos para substituir o que foi queimado e que poderia ser reaproveitado. Outro detalhe que não pode ser desprezado é a geração de empregos. Um incinerador dos grandes emprega no máximo 100 pessoas. Já um amplo programa de coleta seletiva, reciclagem e compostagem, emprega milhares. Acrescente-se ainda a poluição por dioxina e outros gases, segundo especialistas, mais tóxicos que o urânio e o plutônio. E quanto maior for o controle da sua emissão, maior é a produção de cinzas com a mesma toxidade.

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