cocipor

Assine o abaixo-assinado. Diga não à incineração do lixo:
Abaixo-assinado contra a incineração do lixo

Entenda os danos causados pela incineração à saúde, ao meio ambiente e à sociedade
O Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo deliberou contra a onda de usinas de incineração de lixo do setor privado e público que vem sendo anunciadas para a América Latina. Neste sentido, estamos nos articulando numa coalisão sul-americana contra a incineração,  pois as propostas dessas plantas de incineração, divulgadas como fontes para geração de energia,  destinam-se ao Brasil e aos nossos vizinhos do cone sul: Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, além de outros países da América Latina e Caribe.
As entidades do Coletivo, signatárias da deliberação, consideram que este tipo de política é insustentável: coloca em risco a saúde pública e o meio ambiente, já que os incineradores geram cinzas, filtros e efluentes contaminados, que exigem acondicionamento e tratamento como resíduos altamente tóxicos. Segundo estudos, foram diagnosticados mais de 195 compostos químicos diferentes nas emissões de incineradores de resíduos.
O processo de monitoramento e controle da poluição gerada por incineradores é economicamente inviável. No Brasil é impensável, considerando-se a composição físico-química de nosso lixo.
A incineração do lixo é hoje um grande lobby para venda de tecnologia que vem sendo desativada na Europa. Só no Estado de São Paulo estão sendo anunciadas mais de 20 usinas de incineração. Essa proposta provocaria a manutenção do sistema usual de produção, que é insustentável, retirando mais e mais elementos preciosos da natureza, enquanto materiais recicláveis seriam incinerados, sob a desculpa de “recuperação energética”.  Essa proposta vai contra toda a lógica de reutilização de materiais recicláveis. 

A recuperação energética alardeada é uma farsa sem precedentes. Incinerar plástico e outros materiais recicláveis, de alto poder calórico para geração de energia é um absurdo, já que para sua produção foram consumidas muita água e muita energia. O balanço energético não fecha. Uma nova produção destes materiais gastaria mais energia do que a obtida com sua combustão.

Portanto, a reciclagem de materiais é o caminho da sustentabilidade, enquanto a incineração é a forma fácil de se livrar do lixo, mantendo  um sistema produtivo insustentável e predador. Além disso, as emissões aéreas são incontroláveis e as cinzas dos incineradores são classificadas como resíduos Classe I – Perigosos, necessitando de tratamento e armazenagem em função da sua toxicidade.

Além do impacto ambiental e risco a saúde pública, as usinas de incineração poderiam causar um grande problema social aos catadores de materiais recicláveis, sendo que mais de 400 municípios do Estado de São Paulo operam programas de coleta seletiva, integrando cerca de 50% de cooperativas de catadores. A incineração provocaria perdas ambientais imensas e um grande problema social, pois privaria de seu sustento milhões de latino-americanos.
Tratado – Na Convenção de Estocolmo, em 2004, o Brasil ratificou o tratado da Organização das Nações Unidas (ONU), e reconheceu que os incineradores são uma das principais fontes de formação de dioxinas e furanos, poluentes orgânicos persistentes e bioacumulativos dos mais tóxicos produzidos pelo ser humano.  De acordo com a Convenção, é recomendável que o uso de incineradores seja eliminado progressivamente.

Assine o abaixo-assinado. Diga não à incineração do lixo:
Abaixo-assinado contra a incineração do lixo